
O Lobito é uma das cidades mais lindas da Costa Africana, por este motivo é a cidade conhecida como “Sala de Visitas de Angola”, e ainda conhecida como “a cidade azul, quase flutuante, que o mar beija e namora com perigoso amor”.
O Lobito tem o porto de mar mais importante da costa ocidental de África, e 2º porto de carga do país. O Corredor do Lobito é promovido como um eixo estratégico para a integração econômica da África Austral. Ele facilita o transporte de mercadorias, pessoas e serviços entre Angola, RDC e Zâmbia, contribuindo para o crescimento do comércio e o desenvolvimento sustentável.
A cidade era inicialmente chamada “Catumbela Salgada” e “Catumbela das Ostras” para se distinguir da Catumbela (de água doce), e passou progressivamente a ser chamada de Lobito.
A origem do nome “Lobito” provém da palavra em língua umbundu “Pitu”, antecedida da partícula classificativa “Olu”, o que resulta em “Olupitu”, que significa “porta, passadiço, passagem”, que as caravanas de carregadores, ao descer dos morros vindos do interior, percorriam antes de atingirem a “praça comercial” da Catumbela. Com o andar do tempo, de Olupitu o nome passou para Lupitu e, daí, acabou finalmente por ser aportuguesado para Lobito.
A história do município do Lobito remonta dos finais do século XIX, princípios do século XX, marcada pelo contrato mineiro, que tinha por objectivo ligar o caminho de ferro de Benguela à Baía do Lobito. No fim dos anos 40 rasgaram-se grandes avenidas e começaram-se a desenhar os principais bairros: a Restinga, o mais chique, exclusivamente residencial, com espaçosas moradias que ora dão para o Atlântico, ora para a baía. Com 3 km de extensão e em alguns sítios nem 300 m de largura, era um autêntico jardim emergido do mar. Dizia-se que até as palmas das palmeiras batiam palmas à sua beleza. O único senão era quando o mar galgava tudo em tempo de cheias; o Bairro Central ou Comercial alternava esta actividade com as residências, aqui ficava também o porto e todas as suas dependências, a estação terminal do Caminho de Ferro de Benguela, a Câmara Municipal, os Correios, o Hotel Términus e o Mercado Municipal; mais à frente, no caminho para Benguela, já fora da zona portuária e de construção mais recente, situava-se o Bairro do Compão, uma zona reservada à classe menos abastada; com características idênticas, talvez um pouco mais comercial, surgia o Bairro da Caponte; mesmo em frente à restinga, do outro lado do porto, ficava a habitação reservada aos indígenas, conhecida pela Canata.
O Lobito dos dias de hoje é um dos 23 municípios da província de Benguela, situado a com uma extensão de 3.648 quilómetros quadrados, correspondentes a 7% do território da província. Com uma população superior há 424 mil habitantes, o Lobito é servido presentemente por uma diversidade de pontos turísticos, hotéis, restaurantes e similares, mercados e super-mercados e um vasto conjunto de pequenas unidades de comércio diverso.
Fontes:
https://destinobenguela.com/municipios/lobito.html
https://afmata-tropicalia.blogspot.com/2013/01/historia-breve-da-cidade-do-lobito.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lobito
https://destinobenguela.com/noticias-destaques/noticias/106-anos-cidade-lobito.html